No Dia Mundial da Obesidade, o Dr. Miguel Liberato, endocrinologista pediátrico em São Paulo, destaca a importância de discutir a obesidade infantil, um problema que afeta milhões de crianças em todo o mundo. Ele ressalta que a obesidade na infância, resultado de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo, é uma das questões nutricionais mais comuns entre crianças e adolescentes, com graves consequências para a saúde a longo prazo, como doenças cardiovasculares e hipertensão.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 5 crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos estão acima do peso ou obesos, indicando a importância de começar a prevenção desde cedo. O médico enfatiza que a obesidade materna, diabetes gestacional e ganho de peso excessivo durante a gravidez aumentam o risco de obesidade na criança, destacando a necessidade de um pré-natal adequado e alimentação equilibrada.
No pós-parto, o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e complementado até os dois anos reduz o risco de obesidade. Além disso, na introdução alimentar, é fundamental evitar açúcares e priorizar alimentos naturais. O especialista ressalta a importância da família na criação de uma rotina saudável, com horários de refeições, limitação do tempo de tela e estímulo à atividade física.
Dr. Miguel destaca a necessidade de respeitar os sinais de fome e saciedade da criança, evitando forçá-la a comer além do necessário. Ele enfatiza que identificar e tratar o excesso de peso desde cedo aumenta as chances de sucesso e garante adultos mais saudáveis no futuro. O Dia Mundial da Obesidade serve como um lembrete para a importância de cuidar da saúde das crianças desde os primeiros anos de vida.
