Seu filho é o mais alto da classe? Especialista aponta riscos associados ao crescimento rápido (Foto: Divulgação)
Para muitas famílias, ter a criança como a mais alta da turma durante a infância é um motivo de satisfação. Contudo, o endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato alerta que esse crescimento acelerado não garante que ela se tornará um adulto alto.
Membro da Growth Hormone Research Society (GRS), o médico tem notado um aumento no número de adolescentes que visitam seu consultório preocupados. Após anos na frente na altura em relação aos colegas, muitos se sentem frustrados ao ver os amigos os ultrapassarem. “Recentemente, recebo muitos meninos de aproximadamente 14 anos reclamando que ‘todos os meus amigos estão me passando e parece que eu parei de crescer'”, conta.
CLIQUE E SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS
Instagram – Famosos, Música, Vídeos Engraçados, Life Style e muito mais!
TikTok – Os melhores vídeos do mundo do Entretê de um jeito que você nunca viu!
Facebook – Todas as notícias do Virgula em apenas um clique, em um só lugar!
Conforme explica Dr. Miguel, quando essa percepção surge entre os 14 e 15 anos, muitas vezes a chance de intervenção já foi perdida. Um dos fatores principais pode ser a puberdade precoce ou antecipada, condição frequentemente não identificada nos meninos.
“As famílias tendem a se preocupar com crianças baixas, acreditando que os mais altos são sempre os mais saudáveis. A armadilha está aí: a criança alta também precisa de atenção, pois pode estar crescendo rapidamente agora porque irá parar de crescer mais cedo”, esclarece o especialista, que divulga informações em seu portal www.doutormiguelliberato.com.br. Enquanto as meninas apresentam sinais mais evidentes da puberdade, nos meninos o primeiro sinal é o aumento do volume testicular — uma mudança que geralmente passa despercebida pelos pais. “A puberdade masculina é discreta e não gera discussões sociais evidentes”, afirma.
Dr. Miguel destaca que muitos meninos entre 8 e 12 anos com crescimento acelerado acabam perdendo o acompanhamento regular com o pediatra. Isso ocorre porque nessa fase as crianças costumam adoecer menos do que na infância inicial. Além disso, quando um menino se destaca por sua altura na turma, isso raramente gera preocupação nos pais, levando a consultas menos frequentes ou até mesmo à interrupção delas. As meninas normalmente mantêm seu acompanhamento médico devido às expectativas sobre a menstruação e a puberdade, enquanto os meninos perdem esse monitoramento em uma fase crucial do desenvolvimento. O endocrinologista adverte que um crescimento excessivo em relação aos colegas pode sinalizar o início da puberdade ou uma rápida evolução desta fase. “Esse início precoce resulta em um ‘estirão’ antes do esperado; ele cresce rapidamente agora, mas essa aceleração também provoca maturação precoce e fechamento das cartilagens ósseas. Em consequência, ele pode parar de crescer mais cedo do que deveria, comprometendo sua altura adulta”, ressalta.
LEIA MAIS DO VIRGULA
- Aos 48, Vivi Fernandez revela como recuperou disposição após menopausa: “Minha melhor forma”
- Aerolooks de férias: como viajar com estilo e conforto inspirado nas famosas
- Universal Pictures lança primeiro trailer e cartaz de “Outra Mamãe”, novo longa de terror
Diante disso, o endocrinologista enfatiza a relevância de consultas pediátricas regulares mesmo quando a criança parece saudável. “Não deixem de consultar o pediatra. Todo criança necessita de acompanhamento constante e detalhado, mesmo quando está bem”, orienta ele. Manter avaliações periódicas entre os 8 e 12 anos é essencial para detectar quando a puberdade começa nos meninos e assim possibilitar a identificação precoce das alterações no desenvolvimento puberal, monitorar o crescimento e realizar intervenções necessárias para preservar o potencial de altura da criança.
“Não espere seu filho ficar para trás para buscar ajuda. O sucesso no acompanhamento do crescimento infantil requer avaliação médica rigorosa e no momento adequado”, conclui.
Ver essa foto no Instagramdiv >div >div > div > div >div >
p >
Um post compartilhado por DR.MIGUEL LIBERATO | ENDÓCRINO PEDIATRA (@drmiguelliberato) p >
div >
blockquote >script >
span >
