Alzheimer e o intestino: saiba como um sinal de alerta pode aparecer anos antes do esquecimento (Foto: Divulgação/MF Press Global)
Pesquisas contemporâneas sobre a saúde revelam que a doença de Alzheimer não se limita ao cérebro, mas também manifesta sinais sutis no nosso sistema digestivo muito antes que os primeiros lapsos de memória surjam. Essa relação entre as bactérias intestinais e a saúde neuronal é profunda e direta.
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O Dr. Fabiano de Abreu Agrela, especialista em Genômica e com pós-doutorado em Neurociências, ressalta que o intestino funciona como um “segundo cérebro”, atuando como um sentinela biológico. Inflamações intestinais e alterações na flora bacteriana podem ser os primeiros sinais de que o organismo está fora de equilíbrio.
De acordo com o neurocientista, muitos indivíduos enfrentam problemas significativos de constipação anos antes de apresentarem dificuldades de memória. As mesmas proteínas que afetam o cérebro tendem a se acumular nas células nervosas do intestino, prejudicando tanto a digestão quanto o bem-estar geral.
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Além disso, a diminuição gradual da percepção olfativa e gustativa influencia os hábitos alimentares da pessoa, servindo como um indicativo precoce que merece atenção cuidadosa. “Nosso objetivo é disseminar esse conhecimento para que as pessoas possam adotar medidas preventivas, reconhecendo que a genética oferece uma visão importante para cuidar da saúde de forma integrada e personalizada”, comentou o Dr. Fabiano. Ele enfatiza que entender seu próprio bioma é essencial para promover longevidade e qualidade de vida nas próximas décadas.
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