Warley Santana transforma seu lar em um espaço para diálogos autênticos na internet (Foto: Divulgação)
No atual ambiente digital, onde a concorrência por atenção é intensa e demanda inovação e genuinidade, o apresentador, comediante e palestrante Warley Santana decidiu abrir as portas de sua casa para um novo projeto. Assim surgiu “A Casa do Warley”,
um programa que estreou recentemente no YouTube, focando em entrevistas descontraídas, relatos de bastidores e um clima acolhedor que visa aproximar convidados e audiência.
Essa ideia se origina de uma tendência crescente nas redes sociais: a valorização de diálogos mais humanos e menos formais. Em vez de um estúdio convencional, as gravações são feitas em um ambiente criado dentro da residência do apresentador, evocando a sensação de um encontro entre amigos.
A primeira edição do programa contou com a participação especial de Iberê Tenório, fundador do Manual do Mundo, um dos maiores canais educativos do Brasil. Na conversa, os dois discutiram criatividade, trajetória profissional, produção de conteúdo e os desafios que surgem ao atuar em múltiplas plataformas digitais. Até o momento, o programa já recebeu personalidades como Rafael Cortez, Suzana Alves, Rita Cadilac, Marlei Cevada, Marcelo Marrom, Paulo Matias, Mylena Ciribelli e Milene Pavorô, entre outros.
Confira a entrevista exclusiva para o Virgula
1) Após anos se comunicando em diversos formatos, por que você acreditou que este era o momento certo para lançar “A Casa do Warley”?
Acredito que “A Casa do Warley” surge em uma fase em que estou reunindo várias partes da minha própria trajetória. Venho da TV, do humor, da reportagem e das palestras… sempre tive uma grande curiosidade pelo ser humano por trás da figura pública.
Por muito tempo entrevistei pessoas em formatos rápidos que não permitiam aprofundamento. Agora, quis criar um espaço onde as conversas pudessem fluir livremente. Um local onde os convidados não precisassem apenas promover algo, mas pudessem relembrar momentos engraçados ou emocionantes e compartilhar histórias dos bastidores. O momento certo chegou porque amadureci como comunicador; atualmente me importa menos a pergunta perfeita e mais a escuta genuína.
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2) O título do podcast já sugere uma certa intimidade. Que sensação você deseja que as pessoas tenham ao entrar virtualmente na sua casa?
Quero que todos sintam exatamente isso: estão entrando em uma casa. Não é um estúdio impessoal ou um interrogatório; é uma casa. Um lar é onde nos sentimos mais à vontade e onde as conversas se tornam sinceras e afetuosas. A intenção é fazer com que o convidado fale como faria na sala de estar enquanto toma um café — compartilhando risos e momentos emocionantes sem perceber.
Desejo também que quem assiste tenha a impressão de estar ali junto conosco, quase sentado no sofá. O podcast tem essa capacidade: quando é autêntico, transforma-se de uma entrevista em uma convivência.
3) Em meio a tantos podcasts competindo pela audiência, qual é o principal diferencial de “A Casa do Warley” e que tipo de diálogo você planeja proporcionar aos convidados?
O diferencial está na diversidade. “A Casa do Warley” não se resume apenas a entrevistas ou ao humor; abrange memória afetiva e bastidores também. É uma mistura rica com minha trajetória influenciando cada conversa. Venho do humor mas também da reportagem; quero provocar boas histórias sem perder a leveza. Posso fazer perguntas profundas mas também quebrar a tensão com humor ou trazer elementos inesperados.
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Meu objetivo é proporcionar aos convidados uma conversa onde não precisam atuar constantemente. Uma troca profunda mas leve; cheia de emoção sem exploração; divertida sem superficialidade.
4) O episódio inaugural teve como convidado Iberê Thenório — um dos maiores criadores de conteúdo no Brasil. O que essa estreia indica sobre o perfil dos convidados desejados? Quem já passou pelo programa até agora e quem ainda está por vir?
A escolha de estrear com Iberê Thenório foi significativa pois ele representa exatamente o tipo de convidado que me interessa: alguém que construiu uma relação verdadeira com seu público através da criatividade e tem uma história rica por trás do seu sucesso.
A proposta de “A Casa do Warley” é receber pessoas com experiências interessantes além da fama; claro que ela atrai atenção, mas o fundamental para boa conversa são as histórias vividas. Gosto de chamar convidados com bastidores interessantes e aprendizagens marcantes — tanto momentos engraçados quanto vulnerabilidades humanas.
Nomes como Wendel Bezerra, Suzana Alves, Márcio Ballas e muitos outros já estiveram presentes na casa; ainda estão por vir figuras como Sandra Redivo, Cah Beatbox e Rafael Cortez. A proposta abrange televisão, internet, humor e cultura popular — afinal,a casa é minha mas as histórias pertencem ao Brasil.
5) O que o público pode descobrir sobre Warley Santana em “A Casa do Warley” que talvez ainda não conheça sobre você?
Penso que os espectadores conhecerão um lado mais completo meu. Muitas pessoas me reconhecem pelo humor ou pelos personagens na TV; porém pouco conhecem meu lado curioso e observador interessado nas trajetórias alheias.
No podcast não estou apenas ali para fazer rir; embora o humor esteja presente — pois faz parte da minha essência — também há espaço para mostrar meu lado empático: alguém que se emociona ao ouvir histórias reais e busca entender cada experiência vivida.
Talvez descubram que além do apresentador existe alguém apaixonado pelas narrativas humanas — aqueles que criam caminhos novos após dificuldades ou simplesmente reinventam suas vidas. No fundo,“A Casa do Warley” evidencia isso: meu gosto pela risada aliado à curiosidade pelas histórias antes dela acontecerem.
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