terça-feira, julho 21

Seis indicadores de burnout e medidas para evitar o esgotamento profissional

Com o aumento dos casos de burnout entre líderes e profissionais, um alerta foi acionado no mercado de trabalho. Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, houve um crescimento significativo nos diagnósticos em 2025, quando a síndrome foi reconhecida como doença ocupacional. Cerca de 30% dos profissionais brasileiros apresentam sintomas relacionados ao esgotamento, colocando o país entre os líderes mundiais nessa incidência. A pressão por resultados, excesso de estímulos e a ausência de método levam as equipes a operarem constantemente em estado de urgência, sem tempo para planejamento, reflexão e recuperação.

Para Junior Campos Prado, engenheiro, campeão mundial de karatê e mentor em autogestão, esse fenômeno é resultado da estruturação do trabalho atual. Ele afirma que a combinação perigosa de alta cobrança, excesso de estímulos e falta de método levou líderes e profissionais a trabalhar sob pressão constante. Já o psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, da GnTech, destaca que o burnout se manifesta de forma progressiva, afetando variados aspectos da saúde.

Baseados em experiência clínica e atuação em autogestão e produtividade sustentável, os especialistas recomendam estratégias para prevenir o esgotamento no trabalho. Veja algumas delas:

1. Adote um ritmo sustentável de evolução

O Kaizen propõe pequenos ajustes diários para um progresso contínuo, reduzindo a ansiedade por resultados grandiosos imediatos.

2. Reconheça os sinais físicos e emocionais precoces

Identificar os sintomas iniciais é essencial para evitar complicações, como fadiga crônica e distúrbios do sono.

3. Planeje melhor para reduzir urgência e retrabalho

Organize prioridades, defina limites e revise processos para evitar retrabalho e decisões impulsivas.

4. Diferencie estresse comum de burnout em desenvolvimento

Entenda a diferença entre o estresse diário e o burnout, que resulta da exposição crônica a estressores ocupacionais.

5. Investir na autogestão do líder como fator de proteção

O comportamento do líder impacta diretamente o clima emocional da equipe. Um líder equilibrado reduz o risco de burnout nos colaboradores.

6. Busque ajuda profissional ao perceber impacto funcional

Quando os sintomas começarem a afetar o funcionamento diário, é fundamental buscar apoio especializado. A diferenciação entre burnout e depressão é essencial para o tratamento adequado.

Junior destaca que o burnout não é sinal de fraqueza individual, mas sim de sistemas mal estruturados. Empresas e profissionais precisam mudar a forma de encarar o esgotamento, enxergando-o como um problema de método, e não pessoal. É possível crescer e prosperar mantendo a saúde, o propósito e a alegria no caminho.