segunda-feira, julho 20

Aguardar o crescimento do seu filho pode ser a maior armadilha, alerta especialista.

Dr. Miguel Liberato, médico pediatra (Foto: Divulgação)

Ainda há muitas famílias no Brasil que acreditam que o crescimento dos filhos se dará de forma natural durante a adolescência. Contudo, essa expectativa pode acarretar riscos à saúde das crianças. O pediatra Dr. Miguel Liberato, especialista em crescimento e desenvolvimento infantil em São Paulo, alerta que a crença de que existem dois períodos de estirão de crescimento é um equívoco.

Na verdade, o estirão é um fenômeno único que ocorre na puberdade e não é garantia de compensação para eventuais problemas de crescimento que já estavam presentes anteriormente. Conforme o médico, a altura adquirida nesse período está geralmente relacionada ao tamanho que a criança já apresentava antes de entrar na puberdade. Portanto, quanto mais tardia for a identificação de um problema, menor será a oportunidade para uma intervenção eficaz.

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O monitoramento do crescimento deve ser rigoroso e contínuo, iniciando-se ainda na gestação e prosseguindo com medições regulares após o nascimento. Como esclarecido nos canais informativos do Dr. Miguel no portal www.doutormiguelliberato.com.br, o ritmo de crescimento apresenta variações significativas em diferentes fases da vida: por exemplo, no primeiro ano de vida, um bebê pode crescer cerca de 25 centímetros, enquanto na fase que antecede a puberdade (a partir dos 3 anos), essa média cai para aproximadamente 5 a 7 centímetros anualmente.

Caso uma criança cresça apenas 4 centímetros em um ano, isso deve acender imediatamente um sinal de alerta. Mudanças comuns como a infrequente troca de roupas e calçados ou o fato da criança ser perceptivelmente menor do que seus colegas da mesma faixa etária não devem ser desconsideradas ou atribuídas apenas à hereditariedade.

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É importante entender que a baixa estatura pode ser indicativa de condições clínicas não diagnosticadas, como hipotireoidismo ou doenças celíacas e deficiências nutricionais crônicas. Embora o uso do hormônio do crescimento (GH) seja uma opção terapêutica reconhecida há mais de três décadas e aprovada por órgãos como a Anvisa, ele deve ser utilizado com critérios médicos rigorosos.

O Dr. Miguel enfatiza a importância do tratamento individualizado. Ele destaca que inovações nas terapias, incluindo aplicações semanais no lugar das diárias, têm facilitado tanto a adesão ao tratamento quanto os resultados positivos. O acompanhamento regular com o pediatra e o uso das curvas de crescimento são essenciais para assegurar que cada criança alcance seu pleno potencial de desenvolvimento saudável.

 

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