domingo, julho 19

Da ameaça do silicone industrial à proteção dos preenchedores: conheça o Linnea Safe

Os perigos do silicone industrial e a segurança dos preenchedores: o que torna o Linnea Safe diferente (FGoto: Divulgação)

A crescente demanda por procedimentos estéticos injetáveis traz à tona uma discussão crucial sobre saúde pública. De um lado, temos o silicone industrial, substância vedada no Brasil para uso estético devido à sua incompatibilidade com o organismo humano. Em contrapartida, estão os preenchedores médicos à base de polimetilmetacrilato (PMMA), como o Linnea Safe, que são regulados por normas rigorosas e autorizados para aplicações específicas, especialmente em tratamentos reparadores, conforme análise recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O silicone industrial foi criado para aplicações industriais, como impermeabilização e vedação, e não é adequado para contato com tecidos humanos. Sua injeção pode resultar em migrações indesejadas, inflamações severas, necroses e deformidades graves, podendo até levar à morte. Por essa razão, as autoridades sanitárias enfatizam que seu uso em estética é ilegal e constitui um crime contra a saúde pública.

PMMA: Um dispositivo médico validado

Os preenchedores intradérmicos compostos por PMMA estão em uma categoria distinta. Esses dispositivos médicos são formulados especificamente para uso humano, fabricados em ambientes controlados e passam por rigorosos testes de segurança e eficácia antes de serem liberados no mercado. No Brasil, esses produtos devem passar por avaliação regulatória da Anvisa, que considera estudos físico-químicos, microbiológicos e de biocompatibilidade.

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Em uma avaliação técnica recente, a Anvisa optou por manter o PMMA para as indicações previamente aprovadas no país. A agência destacou que quando utilizado adequadamente dentro dessas indicações, o produto apresenta uma relação risco-benefício considerada aceitável. As principais utilizações ocorrem em tratamentos reparadores que visam corrigir deformidades e assimetrias que afetam a autoestima dos pacientes.

Linnea Safe: Produção responsável

Nesse contexto surge o Linnea Safe, um preenchedor intradérmico à base de PMMA produzido pela Lebon Farma. Com mais de cinco décadas de experiência no mercado brasileiro, a empresa é reconhecida pela fabricação de produtos estéreis e pela conformidade rigorosa com normas de qualidade, incluindo Boas Práticas de Fabricação e sistemas específicos de gestão para dispositivos médicos.

Com mais de dez anos no mercado, o Linnea Safe passou por extensas avaliações quanto à segurança e eficácia. O produto é submetido a rigorosos testes físico-químicos e microbiológicos ao longo de todas as etapas da produção – desde sua formulação até a liberação final – garantindo um preenchedor estável e rastreável adequado ao uso por profissionais qualificados dentro das normas estabelecidas.

“A distinção entre um produto proibido como o silicone industrial e um dispositivo médico a base de PMMA como o Linnea Safe reside na ciência e na regulação envolvidas”, afirma Juliano Alves, farmacêutico coordenador de Assuntos Regulatórios da Lebon Farma. Ele complementa: “O Linnea Safe é destinado ao uso humano, fabricado sob controle rigoroso e sujeito a estudos detalhados para indicações específicas em tratamentos reparadores. Como qualquer dispositivo médico, possui riscos associados; portanto orientamos que a aplicação seja realizada estritamente conforme as instruções por profissionais qualificados em condições seguras.”

Rastreabilidade dos preenchedores regulados pela Anvisa

A rastreabilidade dos produtos implantáveis refere-se à capacidade de identificar e acompanhar cada dispositivo médico desde sua fabricação até sua aplicação no paciente. Para Juliano Alves, esse processo é essencial para assegurar a segurança do paciente bem como a qualidade do atendimento em saúde. Ele permite controle contínuo e registro das informações durante todo o ciclo do produto.

<p“O Linnea Safe vem com etiquetas que garantem rastreabilidade contendo dados fundamentais como número do lote e datas relevantes”, explica ele. Uma cópia dessas etiquetas deve ser arquivada no prontuário do paciente enquanto outra fica com o próprio paciente para garantir acesso às informações sobre o implante.

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A implementação da rastreabilidade não apenas oferece maior transparência e segurança aos pacientes mas também auxilia decisões clínicas mais efetivas ao garantir acesso contínuo a informações confiáveis. “Essa prática está alinhada com as exigências da legislação sanitária brasileira que requer controle rigoroso dos dispositivos médicos promovendo uma cultura de segurança no sistema de saúde”, ressalta Juliano Alves.

Crescimento do mercado clandestino representa riscos aos pacientes

A expansão do mercado clandestino na área estética tem gerado preocupações tanto nas autoridades sanitárias quanto nas policiais devido ao uso inadequado de substâncias sem comprovação ou falsificadas. Em práticas ilegais onde são utilizados produtos como silicone industrial ou supostos “preenchedores”, estes são aplicados por profissionais não qualificados em ambientes sem licenciamento adequado aumentando consideravelmente os riscos relacionados a complicações sérias como infecções ou até mesmo morte.

Além dos riscos à saúde pública envolvidos nessas práticas impróprias configuram crimes conforme artigo 273 do Código Penal referente à falsificação ou adulteração de produtos destinados à saúde.

<pRecentemente ocorreu uma operação em Porto Alegre (RS) que resultou na apreensão irregular do Linnea Safe levando à prisão de um cirurgião plástico devido ao uso inadequado dessas substâncias injetáveis. A Lebon Farma reitera sua posição contra quaisquer práticas ilegais ou falsificações associadas ao seu nome enfatizando que o Linnea Safe deve ser aplicado somente por profissionais devidamente habilitados utilizando produtos originais com procedência comprovada. Os pacientes também são aconselhados a checar rótulos e registros antes da realização dos procedimentos.

“É fundamental entender que comparar silicone industrial com preenchedores médicos à base de PMMA é equivocado”, conclui Juliano Alves. “A segurança nos preenchimentos vai além da estética imediata; depende da escolha criteriosa de produtos avaliados dentro das normas sanitárias respeitando sempre os princípios éticos envolvidos nesse processo. Dispositivos médicos regulamentados como o Linnea Safe seguem diretrizes científicas rigorosas promovendo assim a proteção da saúde pública”

 

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