Juliana D’Agostini, em parceria com Paraíso Records e Max Milhomem, apresenta a plataforma URBANA (Foto: Divulgação)
Comemorando 35 anos de trajetória musical, a pianista, compositora e cantora Juliana D’Agostini lança a URBANA, uma iniciativa que promove o diálogo entre o piano e ritmos como funk, rap, poesia falada e beats urbanos, além de colaborar com artistas de diferentes regiões.
A URBANA é originária de Paraisópolis e se configura como um projeto que abrange o entretenimento e a economia criativa. Inclui um álbum autoral, documentário, apresentações ao vivo, canais digitais, reality show e uma coleção didática voltada para o Ensino Médio, além de planos para expandir para outros centros. A intenção é transformar a criatividade em obras artísticas, conteúdos relevantes, formação educacional e oportunidades profissionais.
O aspecto mais inovador da proposta reside na transição de Juliana: uma pianista clássica com forte ligação ao piano concerto que construiu sua carreira em renomados palcos da Europa, Estados Unidos e Ásia, agora adota o funk como eixo central de uma nova plataforma cultural.
Esse movimento busca reconhecer o funk como uma das expressões musicais eletrônicas mais autênticas do Brasil – repleta de popularidade, visualidade e performatividade – que consegue atrair marcas e gerar novas oportunidades no mercado.
Renato Barreiros, documentarista e estudioso do funk, ressalta que “é fundamental que a discussão sobre o funk saia do âmbito policial e ingresse nas conversas sobre a indústria criativa”. Renato foi subprefeito da Cidade Tiradentes e contribuirá com um dos títulos da coleção URBANA destinada ao Ensino Médio.
No início do projeto, a produção musical ficará sob a responsabilidade da Paraíso Records, focando o lançamento de novos talentos em Paraisópolis antes de se expandir para outras áreas. Max Milhomem irá criar narrativas audiovisuais utilizando bastidores, videoclipes, entrevistas e performances digitais. Juliana será responsável pela curadoria artística e pedagógica do projeto, conectando os mundos do palco, da educação e do entretenimento.
“Minha intenção não é explicar o funk; estou aqui para ouvir. Quando uma rima originária das comunidades se encontra com elementos como piano, arranjos musicais e remuneração justa, o espaço deixa de ser apenas um cenário para se tornar parte da autoria”, comenta Juliana D’Agostini. Com a URBANA, o funk passa a ser visto não apenas como uma polêmica social mas também como um projeto cultural robusto que envolve mídia, educação e práticas dentro da indústria criativa.
INFORMAÇÕES SOBRE A URBANA
A plataforma é uma proposta cultural abrangente que inclui música, audiovisual e educação. Ela une um álbum musical, documentário, shows ao vivo, reality shows, canais digitais e uma coleção didática com planos de expansão nacional a partir de Paraisópolis.
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