Warley Santana transforma a própria casa em palco para conversas autênticas na internet (Foto: Divulgação)
No atual ambiente digital, marcado pela intensa concorrência e a necessidade de se destacar com criatividade e autenticidade, Warley Santana, apresentador e humorista, decidiu lançar um novo projeto que reflete sua visão. Com isso, ele criou “A Casa do Warley”,
um programa no YouTube que promove entrevistas descontraídas e um clima acolhedor, aproximando os convidados dos espectadores.
Este novo formato surge em resposta a uma crescente demanda nas plataformas digitais por diálogos mais genuínos e menos formais. Ao invés de utilizar um estúdio convencional, as gravações ocorrem em um espaço projetado na casa do próprio apresentador, proporcionando um ambiente que evoca um encontro entre amigos.
A estreia do programa contou com a participação de Iberê Tenório, criador do Manual do Mundo, considerado um dos maiores canais educativos do Brasil. Durante a conversa, os dois exploraram tópicos como criatividade, trajetória profissional e as dificuldades enfrentadas por quem atua em diversas plataformas digitais. Até o momento, o programa já recebeu outros convidados como Rafael Cortez, Suzana Alves, Rita Cadilac e muitos mais.
Confira a entrevista exclusiva para o Virgula
1) Após anos se comunicando com o público em diversos formatos, por que você acredita que agora é o momento ideal para lançar “A Casa do Warley”?
Acredito que “A Casa do Warley” surge em uma fase em que estou consolidando várias partes da minha trajetória. Minha experiência abrange TV, humor, reportagens e palestras; sempre tive uma curiosidade imensa sobre o ser humano além da figura pública.
Por muito tempo, fiz entrevistas em formatos rápidos que não permitiam aprofundamento. Agora, queria criar um espaço onde as conversas pudessem fluir naturalmente. Um local onde os convidados possam relembrar histórias, rir e até se emocionar sem pressão. Sinto que este é o momento certo porque também amadureci como comunicador; hoje valorizo mais a escuta genuína do que encontrar a pergunta perfeita.
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2) O título do podcast já sugere uma atmosfera íntima. Que sensação você deseja que as pessoas tenham ao entrar na sua casa virtualmente?
Quero que as pessoas sintam exatamente isso: que estão adentrando uma casa. Não é um estúdio frio nem um interrogatório; é um lar. A casa é o espaço onde podemos nos abrir. O intuito é que os convidados se sintam confortáveis para falar como fariam em sua sala de estar enquanto tomam um café e compartilham risadas ou até momentos emocionantes.
Para quem assiste, desejo criar a sensação de proximidade, como se estivéssemos juntos no sofá. O podcast tem essa capacidade: quando é verdadeiro, transcende a típica entrevista e se torna uma convivência.
3) Em meio a tantos podcasts buscando atenção atualmente, qual é o principal diferencial de “A Casa do Warley” e que tipo de diálogo você almeja proporcionar aos seus convidados?
Penso que o grande diferencial está na diversidade. “A Casa do Warley” não se limita apenas a entrevistas ou ao humor; engloba memórias afetivas e bastidores também. É uma combinação de todas essas coisas com minha experiência moldando as conversas. Venho da comédia e da reportagem; assim busco instigar boas histórias mantendo leveza. Posso fazer perguntas profundas enquanto insiro humor ou trago surpresas inesperadas durante as falas.
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Meu objetivo é facilitar uma conversa onde o convidado não sinta necessidade de atuar constantemente. Uma troca profunda mas leve; emocional mas sem exploração; engraçada mas sem superficialidade.
4) O primeiro episódio foi com Iberê Thenório. O que essa estreia indica sobre o perfil dos convidados desejados para o programa? Quem já participou e quem ainda está por vir?
A escolha de Iberê Thenório para estrear foi significativa porque ele exemplifica exatamente o tipo de convidado pelo qual tenho interesse: alguém com uma relação autêntica com seu público e cuja história inspira criatividade.
Em “A Casa do Warley”, busco receber pessoas com experiências interessantes além da fama; embora isso ajude a chamar atenção inicialmente. O essencial para uma boa conversa é a narrativa por trás da fama. Gosto de convidar pessoas cujas histórias envolvem desafios superados, aprendizados valiosos e momentos engraçados ou contraditórios.
A parte da casa já acolheu nomes como Wendel Bezerra, Suzana Alves e Márcio Ballas. Muitas outras personalidades ainda irão participar como Sandra Redivo e Rafael Cortez.
A proposta mistura televisão com internet, humor com música e jornalismo com cultura popular; afinal, embora esta seja minha casa, as histórias narradas pertencem ao Brasil.
5) Que aspectos novos sobre Warley Santana o público descobrirá em “A Casa do Warley”?
Acredito que os espectadores conhecerão um Warley mais completo. Muitos me reconhecem pelo humor ou pelos personagens da TV; talvez não conheçam meu lado curioso e observador voltado para as histórias alheias.
No podcast não estou apenas ali para fazer piada; embora isso faça parte de mim. Também aparece o Warley atento às narrativas emocionais dos outros e disposto a entender as vivências por trás das trajetórias individuais.
Pode ser que descubram que atrás do apresentador existe alguém apaixonado pelas histórias humanas—gente criativa que enfrenta desafios e reinventa seus caminhos. No fundo “A Casa do Warley” também serve para evidenciar esse gosto: eu adoro rir mas amo ainda mais descobrir as histórias antes delas se transformarem em risadas.
