domingo, julho 19

A alarmante apatia: o que a expressão “não sinto nada” diz sobre o bem-estar cardíaco

“Não sinto nada”: uma afirmação que pode esconder riscos sérios à saúde cardiovascular (Foto: Divulgação)

A ideia de que a falta de sintomas indica boa saúde é um dos maiores equívocos da atualidade e representa um risco silencioso para o coração. O estilo de vida acelerado, o estresse constante e hábitos pouco saudáveis levam muitos a evitar consultas médicas, acreditando erroneamente que não sentir mal-estar é igual a estar saudável. No entanto, essa visão está longe de ser verdadeira.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que cerca de 400 mil pessoas no Brasil morrem anualmente em decorrência de doenças do coração. Em muitos desses casos, os indivíduos não estavam cientes de suas condições de saúde, pois não apresentavam sinais visíveis.

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O cardiologista e professor universitário Pedro Schwartzmann destaca que essa concepção equivocada é bastante prevalente. “Muitas pessoas acreditam que apenas a dor ou desconforto podem indicar problemas. No entanto, a ausência de sintomas não significa que não exista uma condição médica subjacente. Diversas doenças se desenvolvem silenciosamente ao longo do tempo”, explica.

Entre as patologias mais comuns estão a hipertensão arterial, o colesterol elevado e o diabetes. O especialista ressalta que essas enfermidades geralmente não apresentam sinais evidentes nas fases iniciais, mas podem causar danos cumulativos ao organismo. “Enquanto permanecem assintomáticas, elas continuam a progredir, aumentando o risco de eventos graves como infarto, AVC ou até morte súbita”, adverte.

Casos inesperados de problemas cardíacos em indivíduos considerados saudáveis reforçam essa preocupação. Muitas vezes, fatores como histórico familiar, sedentarismo, tabagismo e obesidade são ignorados ao longo do tempo.

“O corpo nem sempre sinaliza problemas. Ele pode compensar desajustes por longos períodos. O grande risco surge quando os sintomas finalmente aparecem; nesse momento, a condição pode já estar em estágio avançado”, alerta Schwartzmann.

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Diante desse cenário, especialistas recomendam buscar avaliação médica mesmo na ausência de sintomas. Exames simples como verificação da pressão arterial e monitoramento dos níveis de colesterol e glicose são cruciais para identificar precocemente possíveis alterações.

“Cuidar da saúde antes que os sintomas apareçam não é excesso de preocupação — é uma abordagem inteligente. Essa estratégia visa prevenir o avanço de doenças silenciosas para problemas sérios e garantir uma qualidade de vida melhor ao longo dos anos”, conclui o cardiologista.

 

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Um post compartilhado por Dr Pedro Schwartzmann (@dr.pedroschwartzmann)