domingo, julho 19

Bebê de Maira Cardi é hospitalizada nos Estados Unidos; descubra mais sobre sua condição de saúde

Filha de Maíra Cardi é hospitalizada nos EUA; entenda a condição da bebê (Foto: Instagram/Maira Cardi)

A recente hospitalização da filha da influenciadora Maíra Cardi, que tem apenas seis meses, devido a um quadro de bronquiolite nos Estados Unidos, levanta um alerta significativo para pais e responsáveis. Embora essa condição seja frequente, ela figura entre as principais causas de internação em bebês e pode progredir rapidamente para complicações sérias.

A bronquiolite caracteriza-se por uma infecção respiratória que afeta predominantemente crianças com menos de dois anos, levando à inflamação dos bronquíolos, que são as pequenas passagens aéreas nos pulmões. Como essas vias são naturalmente mais estreitas nas crianças menores, qualquer tipo de inflamação pode prejudicar substancialmente a respiração.

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A Dra. Elisabeth Fernandes, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria, comenta que “a bronquiolite geralmente começa com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, mas pode agravar-se em poucos dias”. A rapidez dessa piora é uma das principais preocupações, especialmente em bebês pequenos.

O principal responsável pela bronquiolite é o vírus Sincicial Respiratório (VSR), que está associado a aproximadamente 80% dos casos da doença e a até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A maioria dos pequenos acaba sendo exposta a esse vírus antes de completar dois anos.

“Essa enfermidade é altamente contagiosa e se dissemina facilmente em ambientes fechados ou quando há contato com pessoas resfriadas. Portanto, medidas preventivas no cotidiano são essenciais”, enfatiza a especialista.

Os primeiros sinais incluem sintomas leves como coriza, espirros e febre baixa. Contudo, entre o terceiro e o quinto dia da enfermidade, é possível observar uma deterioração do quadro clínico com respiração rápida, chiados no peito e dificuldades para se alimentar.

A pediatra alerta sobre a importância de estar atento aos sinais críticos: “dificuldade para respirar, costelas afundando, lábios arroxeados e sonolência excessiva são indícios que requerem atendimento médico imediato”.

Certos grupos têm risco elevado de desenvolver formas graves da doença. Isso inclui prematuros e bebês com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas, síndrome de Down ou sistema imunológico comprometido.

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O tratamento para bronquiolite é majoritariamente baseado em suporte clínico, incluindo hidratação adequada, lavagem nasal e monitoramento constante. Nos casos mais severos, pode ser necessário o uso de oxigênio e até mesmo internação hospitalar com suporte respiratório.

A especialista salienta que “não há medicamento específico para curar a bronquiolite”, o que torna fundamental identificar os sintomas precocemente e acompanhar sua evolução para melhorar os resultados clínicos.

Nos últimos anos foram feitos avanços significativos na prevenção da doença. Entre eles destaca-se a vacinação das gestantes contra o VSR, permitindo a transferência de anticorpos ao bebê durante a gestação. Também há o uso de anticorpos monoclonais como Nirsevimabe para proteger recém-nascidos nos seus primeiros meses de vida.

“Essas inovações representam uma mudança notável no enfrentamento da bronquiolite ao ajudar a diminuir internações e casos graves entre grupos vulneráveis”, explica.

Cuidar da saúde infantil também envolve ações simples como lavar as mãos frequentemente, evitar contato com pessoas doentes e exposição ao tabaco em ambientes fechados.

“Este caso que ganhou notoriedade reforça algo já observado na prática clínica: não devemos subestimar a gravidade da bronquiolite. A informação e as estratégias preventivas são essenciais para proteger os bebês”, conclui a Dra. Elisabeth Fernandes.

Dra. Elisabeth Canova Fernandes

Pediatra

CRM 94686

RQE 105.527

  • Médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC.
  • Residência médica em pediatria pela FMUSP.
  • Complementação especializada em reumatologia pediátrica pelo Instituto da Criança – FMUSP.
  • Título de especialista em Pediatria pela SBP.
  • Título de especialista em reumatologia pediátrica pela SBP e SBR.
  • Mestrado e doutorado em pediatria pela FMUSP.
  • Pós-graduação em nutrição infantil pela Boston University e também pela Ludwig Maximilian University of Munich.
  • Professora na graduação em Medicina na Universidade São Caetano do Sul.
  • Médica proprietária da Clínica Pediátrica Crescer Participação ativa em congressos nacionais e internacionais sobre alimentação infantil, amamentação e cuidados na primeira infância.
  • Palestrante recorrente sobre amamentação, nutrição infantil e primeiros cuidados com o bebê.

 

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Um post compartilhado por Dra Elisabeth / Pediatra &amp Reumatopediatra (@draelisabethfernandes)