quarta-feira, junho 3

Importância da prática de exercícios na infância para garantir uma vida saudável, segundo especialista em pediatria

Pediatra discorre sobre a importância de incentivar a atividade física desde a infância (Foto: Divulgação)

Celebrado no dia 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física traz à tona um aspecto crucial para a saúde das crianças: a importância do estímulo ao movimento desde os primeiros meses de vida. A prática regular de exercícios vai além do entretenimento, constituindo-se como um dos pilares fundamentais para um crescimento saudável, influenciando diretamente tanto o físico quanto o bem-estar emocional e comportamental ao longo da vida.

O Dr. Miguel Liberato, endocrinologista pediátrico reconhecido em São Paulo por sua atuação no crescimento infantil, ressalta que o movimento é essencial para o desenvolvimento integral da criança. “A atividade física na infância não se resume ao simples gasto energético. Ela é fundamental na formação corporal, no aprimoramento motor e ainda beneficia a saúde emocional”, esclarece.

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A atividade física regular contribui significativamente para o fortalecimento dos músculos e ossos, assim como para a melhoria do sistema imunológico e controle de indicadores como peso, níveis de glicose, colesterol e pressão arterial. Além disso, crianças que se mantêm ativas costumam ter melhor socialização, autoestima elevada e disciplina. “As crianças que se movimentam mais não apenas desenvolvem seu corpo, mas também adquirem habilidades sociais e comportamentais essenciais”, aponta o especialista.

É fundamental iniciar esse incentivo desde os primeiros meses de vida. “Até mesmo em bebês, atividades que estimulem movimentos como rolar e engatinhar por alguns minutos diariamente são benéficas para o desenvolvimento motor adequado”, recomenda Dr. Miguel.

À medida que as crianças crescem, as atividades devem ser adaptadas às diferentes fases de seu desenvolvimento. Entre um e três anos, é ideal focar em brincadeiras que promovam equilíbrio e coordenação. “Nesta etapa, brincar é primordial. Correr, saltar e explorar o ambiente são maneiras eficazes de praticar atividades físicas”, diz ele.

Para as crianças com idades entre três e cinco anos, as atividades podem incluir interações em grupo e modalidades como dança ou natação, além de jogos com bola, sempre mantendo uma abordagem leve e sem competição. A partir dos seis anos e durante a adolescência, recomenda-se que realizem pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa. “Nesse período surgem esportes mais estruturados que ajudam no fortalecimento muscular e condicionamento físico”, detalha.

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Uma questão frequentemente levantada é sobre a musculação na infância e adolescência. O especialista esclarece que este assunto já foi amplamente abordado pela ciência. “Quando realizado sob orientação adequada, o treinamento de força não prejudica o crescimento das crianças; pelo contrário, pode trazer vantagens como aumento da força física e melhora da saúde óssea”, observa. Contudo, ele enfatiza que nesta fase o foco não deve ser na hipertrofia muscular. “O objetivo deve ser o desenvolvimento motor e fortalecimento geral”, acrescenta.

A supervisão profissional é crucial para assegurar que as atividades sejam seguras e apropriadas para cada fase do desenvolvimento infantil. “Antes de iniciar qualquer prática estruturada, uma avaliação médica é essencial para garantir segurança na atividade proposta”, aconselha.

Mais do que formar atletas talentosos, a meta principal é promover uma saúde duradoura. “Crianças ativas têm uma probabilidade maior de se tornarem adultos saudáveis e ativos no futuro, reduzindo assim os riscos de doenças crônicas ao longo da vida”, conclui Dr. Miguel.

 

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